Quem somos

As OFS é um projeto de pesquisa, ensino e extensão realizado pela Universidade do Estado do Amazonas em parceria com a Secretaria Municipal de educação. Participam desse projeto 10 escolas da rede municipal de ensino, 423 professores, 10.700 alunos  e mais 27 estagiários das diferentes licenciaturas da Escola Normal Superior/UEA.

As Oficinas de Formação em Serviço constitui-se como um projeto de formação continuada destinado aos professores do Ensino Fundamental (anos finais), destinadas a promover processos de intervenção pedagógica capazes de promover a melhoria do ensino e da aprendizagem das escolas.

Esta proposta de formação continuada em serviço tem como fundamento a pesquisa sócio-educativa, representando um processo de intervenção pedagógica geradora de reflexões do e no cotidiano escolar, entendido como campo legítimo para o desenvolvimento de práticas transformadoras da realidade educacional situada no contexto.

As Oficinas de Formação em Serviço tem como intencionalidade gerar processos e produtos técnico-pedagógicos, incrementando o ensino e a aprendizagem da escola a partir do investimento na pesquisa e na produção de conhecimento científico e pedagógico, visando contribuir com a melhoria do desempenho cognitivo dos alunos. Essas oficinas serão construídas a partir de indicadores vindo da escola, representando o disparador dos seus Projetos Formativos. É nesse processo investigativo que serão construídas ferramentas de intervenção pedagógica junto à comunidade escolar. Isto colaborará para a construção de possibilidades de mudanças nas práticas pedagógicas da escola.

Os princípios organizadores das Oficinas
A realização da formação em serviço principiada pela pesquisa, construída a partir do contexto escolar, respeitando sua realidade e singularidade, bem como a dinâmica relativa às suas práticas culturais e cotidianas, se fará seguindo os seguintes princípios organizadores:
  1. Conhecimento pertinente à realidade escolar: significa considerar a escola como ponto de partida e de chegada da formação, cabendo a ela a definição e a escolha de sua trajetória formativa;
  2. Mapeamento dos seus problemas: conhecer a problemática escolar, focalizando os processos que interferem no desenvolvimento social, cultural e cognitivo dos alunos;
  3. Compartilhamento de saberes e experiências: reconhece os saberes das experiências da escola como constructos de conhecimentos pedagógicos, teóricos e metodológicos, representando, portanto, uma epistemologia da práxis pedagógica.
  4. Intervenção pedagógica sustentada pela prática co-formativa: entende a Formação Continuada como ferramenta de intervenção no contexto pedagógico das escolas e considera a participação dos professores indispensável ao percurso formativo da escola. Desse modo, o professor é considerado como sujeito ativo da formação, contribuindo diretamente com os Projetos Formativos das Escolas.
  5. Construção de um projeto de formação continuada na escola alicerçado pelo Projeto Político Pedagógico: significa construir nos espaços formativos das escolas, projetos específicos a sua realidade e necessidades, que possam contribuir para implantação e/ou implementação do Projeto Político Pedagógico.
  6. Criação de metodologias e/ou tecnologias educacionais visando a melhoria do processo ensino-aprendizagem discentes: a compreensão da formação continuada como prática de intervenção pedagógica implica a construção de métodos, técnicas, processos pedagógicos, destinados ao aprimoramento do ensino e da aprendizagem dos alunos;
  7. Aprendizagem Conceitual e Metodológica: as oficinas de formação em serviço são elaboradas a partir de estudos teóricos e metodológicos pertinentes as situações-problemas das escolas, levando em consideração o seu universo etnocultural e seus operadores míticos e simbólicos. 



Metodologicamente o projeto é desenvolvido de forma presencial e semi-presencial, seguindo as seguintes estratégias:
  1. Oficinas de Formação em Serviço: essas oficinas são construídas por meio de projetos de trabalho e contam com a participação direta da comunidade escolar, incluindo professores, alunos, diretores, pedagogos, pais e comunidade em geral. Esse processo tem como princípio a pesquisa, que está fundamentada na metodologia da pesquisa-ação colaborativa. São as Oficinas de Formação que impulsionaram a dinâmica do Projeto em todas as suas etapas.
  2. Elaboração de Estratégias de Formação e Intervenção Pedagógica: as oficinas originam situações-problemas que são desenvolvidas durante o processo formativo, e de forma colaborativa, impulsionam a construção de processos de intervenção pedagógica, por meio da construção dos Projetos de Aprendizagem. Isso acontece por meio de estudos teóricos de temas situados nas situações-problemas, visando à compreensão, atualização e comunicação dos saberes da ciência.
  3. Construção e produção de conhecimento (desenvolvimento de materiais didáticos, pedagógicos e científico: os resultados obtidos durante as oficinas geraram formas de intervenção científica e pedagógica que culminam com a construção de epistemologias e metodologias orientadas para a realidade das escolas e sua comunidade. Essa etapa é de grande pertinência para escola e a comunidade, pois dela resulta a produção de recursos e tecnologias pedagógicas como: folhetos, cadernos didáticos, portfólios, periódicos, vídeos, artigos, livros, software, jogos, revistas, etc.
  4. Divulgação e Popularização Científica: a partir dos processos e produtos gerados pelos projetos das escolas, torna-se imprescindível sua divulgação a ser feita por meio de publicações e eventos científicos. Pretende-se com isso, publicar de forma sistemática os trabalhos produzidos durante a realização do projeto e divulgá-los para a comunidade escolar e universitária, por via de seminários, palestras, encontros, amostras, círculos de palavras e relatos de experiências, que serão realizados nas próprias escolas e/ou em outros espaços sociais e virtuais.
  5. Avaliação e acompanhamento do Projeto: para garantir a sustentabilidade do projeto, são previstas ações de avaliação e acompanhamento in locus do projeto que são feitos durante e após a sua execução. Esse processo se dar através de metodologias avaliativas que incluirão: questionários abertos e fechados, relatos orais e análise dos indicadores de desempenho dos alunos. Com isso, pretende-se avaliar a qualidade do trabalho e dos resultados gerados a partir de sua produção.
  6. Mediação Tecnológica: comunidade de conhecimento, aprendizagem e comunicação .As Oficinas de Formação em Serviço terão um componente primordial para o processo de gerenciamento dos Projetos de Formação à distância, que é a tecnologia de informação e comunicação. O acompanhamento dos projetos será feito via internet, na qual implantaremos uma plataforma virtual de aprendizagem e de formação interativa. Para cada projeto desenvolvido serão construídas linhas de pesquisa e de formação instaladas na internet, assim o processo de avaliação e acompanhamento será mais efetivo e permanente. Com essa perspectiva as Oficinas de Formação expandirão os muros escolares, transformando-se em comunidades de conhecimento, aprendizagem e comunicação. Além disso, essa mediação atenderá uma importante especificidade do projeto, que é o seu caráter semi-presencial.   
  7. A presença dos Estagiários: uma forma de garantir a sustentabilidade da formação na escola, sem prejuízo na carga horária do aluno, é a presença dos Estagiários. Durante o processo de formação dos professores, os estagiários atuarão na escola, por meio de atividades pedagógicas específicas e metodologicamente planejadas. Os alunos oriundos dos cursos das licenciaturas compõe a equipe de estagiários que atuam nas escolas. Esse processo tem um elemento inovador, sob o ponto de vista da formação continuada de professores, pois durante a formação na escola, os estagiários assumem a sala de aula, dando continuidade as atividades dos professores e ou aplicando atividades pedagógicas de natureza inter e transdisciplina. Essa imersão ao campo escolar permite aos alunos um conhecimento da realidade educacional, bem como oferece possibilidades de aprimoramento e qualificação no seu processo de qualificação e formação profissional.